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Os Professores Alessandro Borsagli, Lucia Karine de Almeida e Brenda Melo Bernardes torna pública, para conhecimento da comunidade acadêmica, a abertura de inscrições para seleção de artigos, poemas e ensaios fotográficos a serem publicados na obra coletiva “Territórios de água: margens pontes e confluências de gente e rio” a ser submetida à Editora Clube de Autores no primeiro trimeste de 2027. A seleção dos trabalhos deve seguir os critérios estabelecidos nesta chamada, como consta a seguir:

 

1.  DO OBJETO DA SELEÇÃO

1.1     Constitui objeto desta chamada a oferta de oportunidade de edição de até 14 (quatorze) artigos, 12 (doze) poemas e 5 (cinco) ensaios fotográficos, cujo objetivo é a publicação no livro “Território de água: margens pontes e confluências de gente e rio”, da Editora Clube de Autores. Serão avaliadas propostas que debatam e/ou apresentem experiências relativas à autocomposição.

1.2      Os trabalhos serão encaminhados a pareceristas ad hoc;

1.3 A submissão de poemas para esta obra busca reunir diferentes sensibilidades, experiências e formas de expressão em torno das águas, entendidas tanto em sua dimensão natural quanto simbólica, histórica, social e afetiva. Rios, mares, chuvas, nascentes, enchentes, secas e memórias ligadas à água podem inspirar versos que dialoguem com questões ambientais, culturais e humanas, revelando a multiplicidade de significados que a água assume nas vivências individuais e coletivas. Espera-se que os poemas contribuam para a construção de um mosaico literário capaz de despertar reflexões, emoções e novos olhares sobre a relação entre sociedade, território e natureza.
 
1.4 A Água em Imagens: Ensaios Fotográficos sobre Território, Memória e Vivências
Este eixo propõe a produção de ensaios fotográficos que retratem as múltiplas relações entre a água e as comunidades humanas. As imagens podem abordar rios, nascentes, lagoas, chuvas, períodos de seca, enchentes, atividades econômicas ligadas à água, manifestações culturais, práticas cotidianas e memórias afetivas construídas em torno desse recurso. Busca-se valorizar a fotografia como linguagem capaz de registrar transformações ambientais, expressar sentimentos, preservar memórias e promover reflexões sobre a importância da água para a constituição dos territórios e das identidades coletivas. Os trabalhos podem explorar tanto aspectos documentais quanto artísticos, evidenciando as diversas formas de interação entre sociedade, natureza e recursos hídricos.
 
1.5. Os pareceristas poderão desclassificar trabalhos que não sejam qualificados, considerando os critérios deste edital.
 

2.       DO PÚBLICO-ALVO

2.1        Poderão ser inscritos:
2.1.1      Docentes ou discentes do ensino superior, tendo como meta estimular e incentivar a produção acadêmica dos estudantes e docentes, bem como, auxiliar e inspirar os novos estudantes a desenvolverem seus projetos de pesquisa.
2.1.2      A submissão é aberta a autores acadêmicos (como estudantes de iniciação científica, mestrandos e doutorandos, entre outros), bem como a autores independentes e profissionais interessados em temas específicos divulgados por grupos de pesquisa ou organizações, desde que os trabalhos submetidos estejam em conformidade com o escopo da publicação.
2.1.3     
A chamada para submissão de poemas é destinada a escritores, estudantes, pesquisadores, artistas, professores e demais interessados na produção literária e nas múltiplas reflexões sobre as águas. A proposta busca reunir vozes de diferentes trajetórias e experiências, valorizando tanto autores iniciantes quanto poetas já atuantes, incentivando a diversidade de perspectivas, sensibilidades e expressões artísticas relacionadas ao tema.
 

3.            DAS SUBMISSÕES

 

   3.1 As submissões ficarão abertas até 10 de dezembro de 2026 às 23h59.

3.2   Os artigos originais e poemas deverão ser inéditos e submetidos, via sistema on-line, no seguinte endereço: curraldelreybh@gmail.com O material deve conter o mínimo de 12 páginas e o máximo de 20 páginas, formatados de acordo com normas do IV Item. Os ensaios fotográficos também deverão ser submetidos ao email acima.

3.3  Os artigos poderão ser submetidos em português, inglês ou espanhol;

3.4  Constará no ato da inscrição a seguinte documentação:

3.4.1   Arquivos em        formato .doc com   identificação    de   autoria, e em .PDF sem identificação de autoria;

3.4.2    Revisão de Língua Portuguesa e normalização, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme Anexo I, ou as normas vigentes do país de origem dos autor(es). Recomenda-se atenção do(s) autor(es) a esse item, pois a revisão dos seus artigos é de inteira responsabilidade dos mesmos.

 

4.                    4. DAS NORMAS

4.1    Artigos: deverão ter no mínimo 12 e no máximo 20 páginas;

4.2     Até 5 (cinco) coautores;

4.3     Estrutura sugerida: Resumo, Abstract, Título, Introdução, Desenvolvimento (Metodologia, Discussão), Conclusão e Referências.

4.4      Título em negrito e maiusculas, centralizado, fonte Times New Roman, tamanho 14;

4.5     Indicação do (s) autor (es) logo após o título, alinhamento à direita, com titulação, vínculo profissional e e-mail em nota de rodapé;

4.6     Resumos e Abstract com estrutura em fonte Times New Roman, tamanho 11, espaçamento simples entre linhas e justificado, sem espaçamento entre parágrafos;

4.7     Para os capítulos redigidos em língua portuguesa, os resumos deverão estar em inglês e espanhol; para os capítulos em espanhol, o resumo deverá ser redigido em inglês;

4.8      Texto com estrutura em fonte Times New Roman, tamanho 11, espaçamento 1,5 cm entre linhas e justificado, sem espaçamento entre parágrafos;

4.9     Citações e Imagens (300 dpi formato JPEG) seguindo as normas acadêmicas do país de origem;

4.10     É de responsabilidade do (s) autor (es) a autoria da pesquisa, sendo vedado o plágio; Todas as imagens devem incluir autoria e fonte. Se não estiverem em domínio público, devem ser acompanhadas, necessariamente, de autorização de uso por escrito. As imagens, fotografias, gráficos, tabelas e figuras devem vir também inseridos no corpo do texto para melhor referência neste, não sendo necessário estarem em alta resolução, pois serão todas substituídas por aquelas enviadas em separado, conforme as instruções acima.

4.11     Poemas: deverão ser inéditos e estar relacionados ao tema “águas”, podendo abordar perspectivas poéticas, simbólicas, ambientais, culturais, históricas ou sociais. Cada autor poderá submeter até 3 (três) poemas, escritos em português, inglês ou espanhol. Os textos deverão ser enviados em arquivo Word (.doc ou .docx), fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 e alinhamento justificado. Cada poema poderá ter no máximo 2 páginas. O arquivo deverá conter o título da obra e o nome do autor, acompanhado de uma breve biografia de até 5 linhas. Os textos serão avaliados pela comissão organizadora, considerando critérios de originalidade, qualidade literária e adequação temática.

4.12     Ensaios fotográficos: livre, não podendo exceder a quantidade máxima de 10 (dez) imagens e textos, em consonancia com a proposta da obra.

 

5.               5. DO PROCEDIMENTO DE SELEÇÃO

5.1      Os artigos e poemas inscritos serão submetidos ao crivo de pareceristas ad hoc, que terão o mínimo de 5 (cinco) dias e no máximo 25 (vinte e cinco) dias para analisar e devolver o material, acompanhado de parecer conclusivo.
5.2     Os artigos selecionados para publicação gratuita não podem receber pareceres com restrições de ordem conceitual.
5.3     Não haverá custos para os autores, e o livro será publicado em formato digital (PDF), com acesso universal e gratuito. O livro contará com registro ISBN e DOI, assegurando sua identificação e rastreabilidade no meio acadêmico. Além disso, será disponibilizado nos repositórios institucionais e em plataformas de divulgação científica, garantindo ampla visibilidade e acesso público ao conteúdo.
 

  6. CRONOGRAMA

 

 

Submissões

Até 10 de dezembro de 2026

Resultados de Submissões

Até 01 de fevereiro de 2027

Recebimento dos Anexos I e II

Até 20 de fevereiro de 2027

 
Publicação da obra

 
Março de 2027

 

 

Belo Horizonte, 01 de junho de 2026

 

 

Alessandro Borsagli

Lúcia Karine de Almeida

Brenda Melo Bernardes 


 

Antiga Chácara às margens da Avenida Cristiano Machado, 2026.
Foto do Autor

    Nestes tempos em que a IA é tida como a “salvadora” de parte de uma humanidade cada vez mais acomodada e zumbificada pelas redes sociais, que resume o seu conhecimento em vídeos e postagens de cunho duvidoso, que não duram mais que três minutos, andar por aí sentindo os cheiros, tendo contato com as pessoas e ruas, a energia emanada pela cidade e pelo campo se torna um prazer que remonta à nossa necessidade sensorial, que vem sendo cada vez mais deixada de lado em meio a essa loucura do tempo real e imediato. Temo pelo futuro da sociedade que, aos poucos, vem novamente sendo empurrada de volta à ignorância e à superstição.

    Nesse sentido, o trabalho de campo se torna cada vez mais prazeroso, não só por sair da mesmice de um mundo cada vez mais pasteurizado e digital, mas também pela(s) visita(s) a locais que remontam a períodos em que a vida era mais tranquila e limpa, e não tão dinâmica quanto a atualidade. Dito isso, a “descoberta” de uma chácara ainda existente na Avenida Cristiano Machado, e publicada no livro “Arraial de Bello Horizonte”, publicado no formato digital (gratuito) e físico no ano de 2019, sempre nos lembra que, antes das vias arteriais e rios canalizados, predominavam na região pastos, plantações, estradas de terra e a harmoniosa convivência entre a existência humana e os elementos naturais

    A existência, uso comercial da edificação e preservação de reminiscências como a chácara aqui publicada, uma das últimas ainda existentes dentro do município de Belo Horizonte, chamam a atenção do observador mais atento, que louva e clama a sua plena preservação, sentinela centenária (e talvez a única) ainda existente na porção média da bacia hidrográfica da Pampulha/Onça. 

A Chácara em destaque na Planta do Município de Belo Horizonte, 1936.
Modificado de APCBH, publicado no Arraial de Bello Horizonte, 2019.

A região, em imagem de satélite (2019).
Fonte: Google Earth




 

     Disponível para leitura o artigo “O Quadrilátero Ferrífero e sua Influência na Geopolítica do Golpe de 1964 no Brasil”, publicado na Revista Estudos Geográficos - Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia (UNESP - Campus de Rio Claro). Abaixo o link de acesso e resumo

Link de acesso: Clique Aqui

Resumo

O artigo analisa a influência exercida pelos Estados Unidos na questão mineral brasileira, uma vez que a exploração do ferro em Minas Gerais foi determinante no apoio estadunidense ao golpe de 1964. A exploração mineral e as pressões exercidas pelos Estados Unidos para obter o monopólio das minas de ferro do Quadrilátero Ferrífero no período levou a uma aliança que lançou bases para a transnacionalização da exploração mineral no Brasil, abordando questões que até então são pouco debatidas em conjunto – a relação entre os anseios da mineração no contexto brasileiro do século XX, as questões geopolíticas envolvidas, com ênfase para o golpe militar de 1964, a relação entre o empresariado brasileiro e os militares e a influência dos interesses estrangeiros na exploração mineral.


 



Com essa imagem inédita, pertencente ao meu acervo e que integrará um livro a ser divulgado nos próximos tempos, agradeço a tão esperada demolição do “puxadinho” que acabou com a Praça da Independência, integrante do projeto original dos edifícios Sulamérica e Sulacap, construídos na década de 1940 em consonância com as obrigatoriedades impostas pelo município para a construção na referida quadra (a praça Tiradentes da CCNC).

Para saber mais sobre o quarteirão e a sua história singular, recomendo a leitura do embrionário artigo “Os quarteirões não edificáveis: o caso dos Correios-Sulacap”, publicado em junho de 2010 no Curral del Rey e do capítulo sobre o edifício publicado no ano de 2017 no volume 2 do livro “Sob a sombra do Curral del Rey”.

Que a cidade Contorno, tão mutilada e arruinada ao longo dos tempos, porém bela e viva, seja presenteada com mais boas notícias e principalmente com atitudes como esta, que diga-se de passagem, se arrastava por bem mais de uma década.

Imagem: Acervo Alessandro Borsagli (cite a fonte de acordo com a Lei de Direitos Autorais/utilização de obra fotográfica).

 

Transbordamento do Leitão (1940), Rua são Paulo. Acervo Fernandes Linhares Morais publicada no livro Rios invisíveis da metrópole mineira (2016) e Rios urbanos de Belo Horizonte (2020).


Neste mês de janeiro de 2024 vários locais de Belo Horizonte ficaram submersos, o que não é novidade nenhuma no ano do centenário das primeiras intervenções da rede hidrográfica da capital mineira (sim, começaram maciçamente a partir do ano de 1924, e os transbordamentos também, tudo isso se encontra no livro Rios invisíveis da metrópole mineira, publicado há exatos oito anos).

 

Bacias como a do córrego do Leitão, apesar das intervenções realizadas ininterruptamente há um século nunca estarão livres dos transbordamentos, potencializados pelas intervenções, impermeabilizações e incompetências que tanto caracterizam a grande maioria das administrações municipais desde o ano de 1898 no que diz respeito aos elementos naturais em meio urbano.

 

Enfim, mais uma vez passamos pelos mesmos problemas que nunca serão plenamente solucionados, problemas que poderiam ter sido mitigados no passado e no presente e que nunca erradicados, pois transbordamentos são fenômenos naturais potencializados pela ação antrópica, pela incompetência das administrações municipais e agora pelas mudanças climáticas.

 

“Nesse sentido, pode-se concluir que o problema dos transbordamentos se deve pela insistência do ser humano em habitar áreas que não deveriam ser habitadas e modificadas, como as planícies de inundação. No entanto, as sociedades buscam desde a antiguidade intervir nos fenômenos da natureza, na esperança de que um dia alguns dos fenômenos possam ser controlados, ainda que a busca contribua para a alteração dos fenômenos, no qual Brito (1944, p.49) observa que o problema das inundações é, portanto, um problema estabelecido pelos caprichos da atividade do homem, onde a impossibilidade de se resolver o problema deve ser aceito para que se evite trabalhos desnecessários, o desperdício de vultosas quantias e desilusões” (BORSAGLI, 2019).


 Para saber mais: Borsagli, Alessandro. Do convívio a ruptura: a cartografia na análise histórico-fluvial de Belo Horizonte (1894/1977). Belo Horizonte, 2019, que pode ser baixada/lida neste LINK

 Borsagli, Alessandro. Rios invisíveis da metrópole mineira (2016); Rios urbanos de Belo Horizonte (2020).




Devido à mudança nas regras do Issuu, que limitou o acesso aos arquivos grandes, o livro Arraial de Bello Horizonte, publicado no ano de 2019 pode ser baixado no link abaixo:


Boa leitura a todos e um ótimo 2024!

 

Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

gif maker Córrego do Acaba Mundo 1928/APM - By Belisa Murta/Micrópolis