Avenida Afonso Pena, 1965. Acervo APCBH/ASCOM

Por questões de ética (ou falta de, entre outras qualidades) por parte de terceiras, acabo de liberar o acesso ao capítulo "O racionalismo como progresso: A Avenida Afonso Pena e a sua influência no crescimento urbano de Belo Horizonte", publicado no blog em setembro de 2012 e apresentado em formato de Artigo Científico no XIII SIMPURB/2013. O capítulo faz parte do volume 2 do livro Sob a sombra do Curral del Rey (2017).

Referência do capítulo que também pode ser acessado neste  LINK

BORSAGLI, Alessandro; MEDEIROS, Fernanda Guerra Lima. O Racionalismo como Progresso: A Avenida Afonso Pena e a sua importância no crescimento urbano de Belo Horizonte. In: BORSAGLI, Alessandro. Sob a sombra do Curral del Rey: alcunhada Bello Horizonte. São Paulo: Clube de Autores, 2017. 220p.


 

Inaiá e as Arrudas, exposta na Casa das Artes Bissaya Barreto em Coimbra


A imagem "Inaiá e as Arrudas", de minha autoria, foi vencedora no International Competition of Ethnographic Photography: "UrbanAct. Images of Environmental Action and Activism in the City", e foi feita durante as gravações do filme Olhos de Inaiá no ano de 2016. O concurso foi promovido pela @ucoimbra e @cias_uc

O júri do concurso foi presidido pela vice-reitora da Universidade de Coimbra, Cláudia Cavadas, e teve como integrantes Alexandre Lemos, Cristina Padez, Michael Herzfeld, Sara Dias-Trindade, Tiago Castela e Gonçalo D. Santos.

Abaixo uma parte do texto que acompanhou a imagem, exposta em Coimbra:

"Inaiá, índia que reinava nos bosques e matas brasileiras, ao se deparar com a aridez urbana, onde as águas se tornaram cinzentas e as matas foram substituídas pelo concreto estático, errático, apático, apenas observa. Sem o seu verde ciliar, sem as Arrudas que forravam o seu território e que hoje dá nome ao rio, ela contempla o que restou do seu habitat, antes belo, hoje mutilado e fragmentado pela urbe. A imagem, obtida durante uma intervenção realizada em 2016, chama a atenção para o conjunto de elementos que integram a paisagem da cidade de Belo Horizonte, que abrigava frondosas matas e águas puríssimas, que acabaram por dar lugar ao asfalto e ao concreto durante o processo de evolução urbana da capital do Estado de Minas Gerais.

A imagem, resultante da dinâmica urbana-antrópica-ambiental característica das grandes cidades brasileiras, onde ao verde e imposto o controle ou o desaparecimento, é uma parte de um todo que visa promover a reflexão das consequências decorrentes de um modelo urbano que contribuiu de maneira decisiva para o rompimento entre as sociedades urbanas e os elementos naturais, antes vistos como imprescindíveis para a vida e atualmente vistos por muitos como elementos alienígenas em meio urbano".


 

Rara imagem da coexistência entre os dois templos, possivelmente do ano de 1923: à esquerda a neogótica matriz e à direita a velha matriz do arraial, pouco tempo antes da sua demolição. Fonte: MHAB e identificado por BORSAGLI, Alessandro. Sob a sombra do Curral del Rey: contribuições para a história de Belo Horizonte, 2017, p.80.


“(...) No ano de 1925 o sr. Diretor de Obras

Deitou abaixo a Matriz da Boa Viagem

E construiu no lugar dela

Uma catedral gótica, último modelo

Eu achei que foi bobagem

Mas o povo de Minas disse que era progresso

(Afonso Arinos de Melo Franco)



 


Está aberta a campanha de financiamento coletivo que visa arrecadar o valor necessário para viabilizar a publicação de “Sobre o Rio”. Em formato robusto, a edição bilíngue é realizada a partir da obra da artista Isabela Prado, e traz também textos inéditos de autores especialistas em áreas vinculadas ao projeto: evoe.cc/sobreorio  

Temos 32 dias para atingirmos nossa meta. Participando da campanha, além de garantir um exemplar da publicação, você poderá receber recompensas exclusivas e limitadas. Agradecemos também a todas as contribuições na divulgação da campanha 💙  instagram.com/entrerioseruas



 

1963: Obras no canal do córrego do Acaba Mundo pouco antes da sua cobertura, Rua Professor Morais.
Fonte: APCBH/ASCOM

Já se encontra disponível para leitura o artigo “Do protagonismo à invisibilidade: Geografia Histórica do córrego do Acaba Mundo e a sua relação com o sítio de Belo Horizonte/MG (1716/1973)”, publicado no periódico “Caderno de Geografia”, editado pela PUC-Minas.

O artigo tem como objetivo analisar a relação do córrego do Acaba Mundo com o sítio ocupado pela cidade de Belo Horizonte. Correndo atualmente sob diversas vias da região centro-sul da capital mineira, o curso d’água possui grande importância não só para os estudos sobre a ocupação do sítio do arraial do Curral del Rey, mas também para a reconstrução das paisagens profundamente modificadas a partir do processo de evolução urbana de Belo Horizonte, onde a geografia histórica se encontra intrinsecamente ligada à paisagem. 

A abordagem da pesquisa foi trabalhada através da Geografia Histórica, possibilitando dessa forma a realização de uma contextualização geohistórica da ocupação do sítio que veio a receber a nova capital de Minas Gerais. Nesse contexto, observa-se que o curso d’água foi de grande importância para o abastecimento e para a forma do arraial, perdendo gradativamente importância ao longo do processo de evolução urbana de Belo Horizonte.

Link para leitura: Clique Aqui


Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

gif maker Córrego do Acaba Mundo 1928/APM - By Belisa Murta/Micrópolis