Fonte: APCBH Acervo CCNC

A Rua do Capão começava no Largo da Matriz e seguia mais ou menos paralelamente a atual Rua Alagoas até às proximidades da Avenida Cristovão Colombo. A partir daí a rua se ramificava formando os caminhos para a Lagoa Seca e Mutuca. Na foto podemos ver as casas que existiam na rua antes da construção do bairro Funcionários e ao fundo as áreas atualmente ocupadas pelos bairros São Pedro e Santo Antônio.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

A Rua do Rosário era uma das mais importantes do Curral del Rey. Ela seguia mais ou menos o traçado da Rua Guajajaras, seguindo até o antigo Largo do Rosário no cruzamento da Avenida Álvares Cabral e a antiga rua se localizava entre as ruas Guajajaras e Timbiras. A rua desapareceu para dar lugar aos quarteirões compreendidos entre estas ruas.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Trecho da Rua de Sabará nas proximidades do Largo da Matriz. Na foto podemos ver a ponte rústica sobre o Córrego do Acaba Mundo que existiu antes de sua canalização que desviou o seu curso. A foto acima foi tirada nas proximidades do cruzamento da Rua Alagoas com Rua dos Aimorés.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Nessa foto vê-se a Capela do Rosário, demolida em 1897 e parte das ruas do Rosário e General Deodoro. Ao fundo as montanhas da região sul de Belo Horizonte, nas proximidades dos bairros Santo Antônio, Cidade Jardim e Avenida Raja Gabaglia.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Trecho do Córrego do Acaba Mundo, hoje canalizado em frente ao antigo Fórum, atual Instituto de Educação.
Fonte: Acervo MHAB

Superposição da planta do Curral del Rey com a de Belo Horizonte, destacando-se o traçado irregular do Curral del Rey "seguindo as estradas" e o traçado planejado, racional e positivista de Belo Horizonte.
Residência do Engenheiro Chefe da CCNC Aarão Reis no atual Parque Municipal.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Em Dezembro de 1893 Belo Horizonte foi escolhida como a futura sede da nova capital de Minas Gerais. A festa foi grande no arraial, pois grande parte da população almejava a sua escolha. Mas após a festa veio o temor: qual o destino que teria o afortunado arraial? O que aconteceria às propriedades dos belorizontinos? Essas perguntas foram respondidas somente em 1894 com o decreto do governo desapropriando todos os imóveis dentro da zona destinada a nova capital. O arraial, espelho de uma sociedade rural que predominava em quase todo o Brasil estava condenado ao desaparecimento.
Em seu livro Belo Horizonte, Memória Histórica e Descritiva Abílio Barreto p.71 Vol.2, testemunha ocular do surgimento da nova capital afirma que o Padre Francisco Martins dias ouviu do engenheiro chefe Aarão Reis que “não queria nenhum dos antigos habitantes de Belo Horizonte dentro da área urbana ou suburbana traçada para a nova cidade, e que tratasse o povo de ir se retirando”. Diante da afirmação acima se deve compreender que não era, de interesse algum a conservação do núcleo central do arraial do Curral Del Rey pela CCNC, pois a sua conservação ia contra o pensamento vigente na época, da construção de uma cidade moderna, planejada nos moldes do pensamento positivista da época, ao contrário do antigo Curral Del Rey que apresentava um traçado irregular, típico das vilas e arraiais surgidos no período colonial. E como não era de interesse manter a população local dentro da área delimitada era necessário a total demolição do arraial para que essa população perdesse toda a identificação com o local, retirando-se então para áreas mais afastadas. Grande parte dos curralenses, após a desapropriação de suas casas mudou-se para regiões mais afastadas do centro do arraial como o Calafate, Cardoso e Venda Nova. Devemos lembrar que alguns dos antigos moradores permaneceram na nova capital, permutando suas antigas residências por lotes nas imediações de suas antigas propriedades. Na sua maioria os que permaneceram tinham influências políticas, diversas propriedades no antigo arraial ou mesmo contratos para o fornecimento de equipamentos e viveres para a CCNC. Seus nomes figuram entre os proprietários das primeiras residências e casas comerciais na nova capital.
Em Março de 1894 iniciaram-se as obras de construção da nova capital. Juntamente com os estudos preliminares fez-se um estudo mais detalhado da localidade, surgindo em 1895 à planta definitiva do que viria a ser a nova capital.

Parte da Planta do Arraial de Belo Horizonte onde vemos sinalizados em vermelho as casas e os terrenos desapropriados pela CCNC para a construção da capital.
Fonte: APCBH

Planta da cidade de Minas 1894.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Planta de Belo Horizonte 1895.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Analisando a planta percebe-se que Aarão Reis criou a cidade com duas malhas: as das ruas formando ângulos retos e as avenidas estrategicamente situadas, formando ângulos de 45º interagindo com as ruas. Essa interação tem, entre outras características evitar que sejam configuradas ruas em ziguezague, como o antigo Curral del Rey e as cidades surgidas no período colonial, que seguiam os traçados dos primeiros caminhos abertos. A Avenida Afonso Pena foi pensada como um eixo de passagem obrigatório para quem deseja ir de uma ponta a outra na cidade planejada. Observa-se também que a avenida segue cortando as curvas de nível do terreno ligando a parte baixa, na calha do Ribeirão Arrudas a parte alta, na época denominada morro do Cruzeiro, atual Praça Milton Campos. A Avenida do Contorno coloca-se como o limite do planejado, como um “muro imaginário” separando a zona urbana da zona suburbana, que também figura na planta e que apresenta ruas traçadas de acordo com a topografia e quarteirões irregulares, facilmente identificáveis em relação à zona planejada. Mais afastado ainda ficava a área destinada aos Sítios para o abastecimento da capital. Essas áreas vieram a ter uma atenção maior dos governantes nas primeiras décadas do Século XX, com a expansão da cidade para estas áreas.
O projeto dava maior importância à vista da Serra do Curral, que então podia ser observada de toda a cidade planejada e ela ficava nos seus limites, encaixada entre a serra e o vale do ribeirão Arrudas. Em suma: a planta buscava atender os ideais positivistas e progressistas presentes na nascente republica e esses ideais estão representados em Belo Horizonte. Um espaço urbano organizado geometricamente, hierarquizado e com funções sociais e administrativas bem definidas e delimitadas. Um espaço que não tinha por objetivo harmonizar com o que já existia anteriormente. “O projeto de Aarão Reis é minucioso, sofisticado, segregacionista e elitista. O plano da cidade determina o espaço a ser ocupado tanto pelas atividades (habitat, trabalho, lazer e administração pública, por exemplo) quanto pelas classes sociais, preservando e isolando as de maior poder aquisitivo.” (BH Verso e Reverso)

Construção do bairro Funcionários e da Praça da Liberdade.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

O arraial do Curral del Rey foi sendo demolido aos poucos, pois as casas ainda estavam ocupadas por pessoas ligadas a CCNC e as ultimas casas pertencentes ao arraial foram demolidas somente nos primeiros anos do Século XX. Existem diversas fotografias da época que mostra a interação, ainda que desordenada entre as casas remanescentes do arraial e as novas construções da nova capital. É o antigo, o rústico dando lugar ao moderno, imponente e inquestionável.

A nova capital em fase final de construção onde se vê, em meio as novas construções as velhas casas e a Matriz do Curral del Rey.
Fonte: BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva, 1996.

A Matriz da Boa Viagem tinha sido poupada, inserida no traçado urbano da nova capital como um remanescente do antigo arraial que ali existira anteriormente. De acordo com Abílio Barreto, mesmo com a autorização da Igreja para a demolição dos templos existentes no arraial (a Capela de Santana já havia sido demolida em 1894 e a Capela do Rosário foi demolida em 1897 para a abertura da Avenida Álvares Cabral e a Rua Guajajaras) a Matriz da Boa Viagem foi poupada, pois “a importância tradicional daquele templo se impunha tão eloquentemente que a Comissão Construtora, de acordo com o Governo, julgou de melhor aviso conciliar o traçado da capital com a conservação da Matriz (...) Desde então, nem o Governo, nem a Comissão, pensou mais em demoli-la”.
O Padre Francisco Martins Dias registrou suas impressões ao ver a lenta destruição do arraial, “Belo Horizonte é hoje um contraste de velharias e novidades: ao pé de uma cafua de barro, coberta de capim ou zinco, eleva-se um edifício velho do Curral Del Rey, surge um primoroso palacete da Nova Capital; junto de uma estreita e pobre rua, formada de casas e choupanas de todos os tons e categorias, que atestam a modéstia ou pobreza dos antigos habitantes do Curral, estira-se, desafrontada, larga e extensa rua da nova cidade. Mas essas cafuas, essas velhas casas e essas ruas irregulares do Curral vão desaparecendo, pouco a pouco, ao passo que, como que por encanto, surgem outras novas.”
Finalmente em 12 de Dezembro de 1897, ainda com diversas obras sendo realizadas por toda parte é inaugurada a capital, tão sonhada e arquitetada para ser o símbolo da modernidade no Brasil republicano. No dia 13 de Dezembro foi extinta a Comissão Construtora da Nova Capital e em 29 de Dezembro, foi nomeado o primeiro prefeito da Cidade de Minas, Adalberto Ferraz.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

A Rua General Deodoro tinha o seu inicio no Largo da Matriz, mais ou menos na atual Rua Sergipe e seguia mais ou menos o rumo desta e da Rua Goiás, na direção da Aveinida Augusto de Lima até o cruzamento desta Avenida com a Rua Espirito Santo, abaixo da Imprensa Oficial.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Panorama do arraial em foto tirada das imediações do Parque Municipal. Ao fundo a Serra do Curral, a terraplanagem da Avenida Liberdade, atual João Pinheiro, a Praça da Liberdade e áreas ocupadas por diversos bairros da Zona Sul de Belo Horizonte.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Casas destinadas aos funcionários públicos construidas nas proximidades da Avenida Cristovão Colombo.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

O Largo do Rosário se localizava nas proximidades da confluência da Avenida Alvares Cabral com as ruas Guajajaras e Espirito Santo. A Capela foi demolida no ano de 1897 para a abertura dessas vias.
Fonte: APCBH Acervo CCNC

A Rua de Sabará era a principal via do arraial do Curral del Rey. Ela fazia a ligação do arraial com a cidade de Sabará. Começava no Largo da Matriz,atual Rua Alagoas e seguia mais ou menos o mesmo traçado da atual Avenida Brasil e Rua Niquelina no bairro de Santa Efigênia.
Alfredo Camarate, que fez parte da equipe de construção da nova capital registrou em 1894 em suas anotações a Rua de Sabará ao chegar ao arraial de Belo Horizonte:

"Ao cabo de quatro horas de viagem (...) divisamos a povoação de Belo Horizonte, incrustada numa mata verde-negra e densíssima dentre a qual emergiam os campanários da igreja, construída nas primitivas simplicidades da arquitetura. Mas a viagem começa a apresentar uma feição absolutamente diferente. Enveredamos por uma rua extensíssima, muito larga, muito parecida com alguns caminhos de certas povoações da África Ocidental. Umas casas muito humildes com aparências de cubatas e, nos intervalos das casas, longos muros de barro vermelho, assombreados por árvores frutíferas. Mas tudo aquilo muito limpo, muito alinhado e sempre da mesma forma e com o mesmo encanto se chega a Belo Horizonte, um belo horizonte na realidade!"
Com a proclamação da republica em 1889 os habitantes do Curral del Rey passaram a discutir a mudança do nome do arraial. Após varias reuniões realizadas resolve-se adotar, com o aval do então governador João Pinheiro da Silva o nome de Belo Horizonte, pois acreditava que o antigo nome era um atestado ao atraso, fato inaceitável para a jovem nação republicana.
Juntamente com a Republica veio à tona novamente a questão da mudança da capital. Ouro Preto não apresentava alternativas para o desenvolvimento urbano e para a implantação de melhorias sanitárias, pois a topografia não favorecia tal desenvolvimento, além de já existir um movimento, mesmo que embrionário, para a conservação do seu sitio urbano. A nova capital seria inovadora, com largas ruas e com as condições necessárias para se realizar um saneamento adequado, propiciando um modo de vida compatível com as idéias vigentes da época. Os edifícios seriam modernos, negando o que se via em Ouro Preto, a arquitetura colonial portuguesa, símbolo do atraso para os entusiastas da nascente Republica.
As localidades escolhidas pelo Congresso Mineiro após acaloradas discussões foram Juiz de Fora, Várzea do Marçal (São João del Rei), Barbacena, Paraúna e Belo Horizonte. Foi contratado para chefiar os estudos das localidades e posteriormente implantar os aparatos necessários para a construção da capital o Engenheiro Geógrafo e Civil Aarão Reis, natural do Pará.
Após a realização dos estudos nas cinco localidades indicadas Aarão Reis aponta em seu relatório enviado para o Congresso mineiro as vantagens e desvantagens de cada localidade, sobressaindo-se entre as localidades estudadas Belo Horizonte e Várzea do Marçal, sendo essa ultima a escolhida por Aarão Reis para sediar a nova capital. Mas após meses de debates o Congresso, reunido em Barbacena para fugir das pressões contrárias a mudança da capital em Ouro Preto decide que o arraial de Belo Horizonte é o local ideal para a sede da nova capital.

Planta da Varzea do Marçal - 1893
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Planta do Arraial de Belo Horizonte - 1893
Fonte: APCBH Acervo CCNC

Analisando as plantas produzidas pela Comissão responsável pela avaliação das localidades realmente o sitio onde se encontra Belo Horizonte apresentava inúmeras vantagens em relação à Várzea do Marçal, a começar pela localização, pois a Várzea, como o próprio nome diz é uma área plana sujeita a alagamentos nos períodos de chuva. A capital se tivesse sido ai estabelecida sofreria com grandes enchentes nas partes mais baixas do terreno. Em relação à expansão urbana ela comportaria uma distribuição regular da população seu sitio, verificada atualmente com o crescimento de São João Del Rei em direção à Várzea. Porém se observarmos a questão do Patrimônio Histórico a perda seria bem maior, pois certamente, se a capital tivesse se estabelecido ai já teria anexado – a conhecida conurbação, as partes históricas de São João del Rei e de Tiradentes, levando ao desaparecimento parcial ou total delas, tamanho foi o crescimento da capital nos últimos cinqüenta anos. Muitos podem se perguntar: mas não houve também grandes perdas históricas e culturais com o arrasamento do arraial de Belo Horizonte, antigo Curral del Rey? Sim, houve, porém as perdas patrimoniais comparadas a estas duas cidades foram realmente menores e mais aceitáveis se lançarmos um olhar mais critico em relação ao patrimônio. O abastecimento de água seria mais oneroso, pois os recursos hídricos ai existentes são em menor abundância do que na região de Belo Horizonte. Já a centralidade do arraial de Belo Horizonte foi um fator determinante para a sua escolha, pois a sua localização influenciaria grande parte do Estado, ao mesmo tempo em que deixaria de sofrer qualquer influência dos estados vizinhos, coisa que a Várzea do Marçal correria sério risco de sofrer, pois está localizada a uma distância média do Rio de Janeiro, na época Capital Federal. Atualmente Belo Horizonte exerce influência direta sobre a região de São João del Rei, segundo dados do IBGE na publicação ”Regiões de Influência das Cidades” de 2007. Mesmo que a escolha tenha sido política, muitos acreditavam que escolhendo Belo Horizonte como sede da nova capital tornar-se-ia impossível a construção de uma capital nessa localidade em apenas quatro anos, por causa da falta de infra-estrutura no arraial, que era então distrito de Sabará e que contava apenas com uma precária via de acesso.
Definitivamente não foi errada a escolha do arraial de Belo Horizonte como sede da nova capital, atualmente se pode compreender isso.

Como a maioria das cidades mineiras do período colonial, o arraial do Curral Del Rey surgiu seguindo o traçado dos primeiros caminhos abertos. Existem duas versões que explicam o inicio do povoamento na região na qual hoje se encontra Belo Horizonte. Segundo Augusto de Lima Junior, a primeira delas é que em 1709 o capitão da Nau “Nossa Senhora da Boa Viagem”, Francisco Homem del-Rei, abandonou essa no Rio de Janeiro e dirigindo-se a região das Minas requereu em 1716 a permissão para que o vigário de Sabará pudesse celebrar missa em uma capela de pau que erguera nas redondezas de sua moradia. Quando a resposta ao redor da capela já se encontravam diversas moradias que marcava o inicio do arraial do Curral del Rey. No entanto, Abílio Barreto, no livro “Belo Horizonte Memória Histórica e Descritiva, V.1”, afirma que o responsável pela fundação do arraial foi João Leite da Silva Ortiz em 1701, quando estabeleceu a Fazenda do Cercado nos arredores, onde hoje se localiza o bairro Calafate. Ainda o mesmo autor afirma que “logo depois de fundada a fazenda do Cercado, foi surgindo o povoado, ao qual os habitantes deram o nome de Curral del Rei, por causa do cercado ou curral ali existente (...)”.
O arraial foi crescendo em torno da Fazenda do Cercado tornando-se, provavelmente em 1718 uma Freguesia subordinada a Comarca de Sabará. A partir daí verifica-se uma ocupação de toda a região, com diversas fazendas destinadas a criação e venda de gado e agricultura, além da fabricação de farinha. O núcleo urbano do arraial tinha em 1823 uma população de 1.339 habitantes.
A Capela primitiva, erguida nos primeiros tempos da colonização já não comportava mais a população do arraial, devido a suas pequenas dimensões. Ela foi então substituída por uma edificação maior, com a mesma invocação de Nossa Senhora da Boa Viagem. A sua construção durou cerca de cinco anos, entre os anos de 1788 e 1792.
O Curral Del Rey não foi muito prejudicado com a decadência das minas no final do Século XIX como outros arraiais do mesmo período. Isso se deve a quase nula exploração de ouro nas suas redondezas, existindo apenas alguns registros de explorações na Serra do Mutuca e na região do Taquaril, esta citada por Richard Burton em 1865. Porém o arraial passou por um processo de estagnação durante o Século XIX, estagnação verificada também em outras partes do Estado. Devemos lembrar que a vida nos núcleos populacionais de Minas Gerais durante o Século XVIII e grande parte do Século XIX se dava nos finais de semana e dias de festa, pois durante a semana os habitantes encontravam-se ocupados nas roças e criações de gado, além da mineração na região das minas. Conseqüentemente as habitações permaneciam fechadas na maioria nos arraiais.


Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem no ano de 1894.

Fonte: APCBH Acervo CCNC

Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

gif maker Córrego do Acaba Mundo 1928/APM - By Belisa Murta/Micrópolis