Fonte: APM

O Córrego do Leitão, como foi dito em artigos anteriores teve atenção especial da municipalidade a partir da década de 20. A região cortada por ele havia se tornado a principal região de expansão dentro da zona urbana devido, principalmente ao alto valor de mercado de seus lotes. A Prefeitura, à partir de 1925 priorizou a sua retificação, canalização e a regularização de ruas e abrindo novas, seguindo sempre o novo curso d’água.
Na primeira foto podemos ver um trecho da Rua São Paulo, entre a Avenida Augusto de Lima e Rua Guajajaras. À esquerda a mureta do córrego recém canalizado e ao fundo a rampa da Rua São Paulo, em frente ao Shopping Cidade e as casas residenciais que deram lugar aos prédios a partir dos anos 50. Chama a atenção os terrenos ainda vazios que existiam em uma área tão próxima do centro comercial. Esses “vazios” que ainda existiam na zona planejada da capital devia-se ao fato de que existiam rígidas regras para as construções na zona urbana além da especulação imobiliária que inflacionou os lotes da dita zona. A recente urbanização do vale do Leitão também era uma das causas do “vazio” das 9ª e 10ª Seção Urbana.


Trabalhos de calçamento da Rua São Paulo no cruzamento da Rua dos Guajajaras vendo-se junto a mureta do Córrego do Leitão uma pessoa, servindo como escala na foto.
Fonte: APM


Calçamento da mesma Rua, no cruzamento da Avenida Paraopeba, atual Augusto de Lima.
Fonte: APM

Nas fotos abaixo a Rua Tupis está à esquerda, inserida na 2ª Seção Urbana, uma das mais adensadas da capital. A via ainda estava sendo calçada, juntamente com a Rua Padre Belchior, como se vê na foto a direita. Esse trecho foi suprimido em 1970 após o fechamento do Córrego do Leitão na administração Sousa Lima e posteriormente transformado em quarteirão. À esquerda podemos ver uma pitoresca casa residencial, demolida posteriormente para a ligação da Avenida Paraná com a Avenida Amazonas, que vemos ao fundo. Mais ao fundo a Igreja de Lourdes e a Serra do Curral moldavam a paisagem. As sucessivas alterações das edificações modificaram completamente o espaço urbano alterando a perspectiva que se tinha do local, singular devido ao traçado feito por Aarão Reis, que dava maior ênfase a Serra.


Trabalhos de calçamento das Ruas Tupis e Padre Belchior.
Fonte: APM


Pavimentação da Rua Tupis, no cruzamento com a Avenida Paraná. À direita a construção de um sobrado, no local aonde se encontra atualmente uma agência do Banco Real.
Fonte: APM


* Sobre o Vale do córrego do Leitão sugiro a leitura do artigo O Vale do Córrego do Leitão em Belo Horizonte apresentado no I Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica.

7 comentários:

  1. Alessandro, onde se localiza a Rua Padre Belchior hoje??? Um abraco, amo seu blog! Sephora Michelini.

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    1. Olá Sephora joia? Ela fica entre as Avenida Augusto de Lima e Amazonas, antes ela ia até a Rua Tupis mas com as mudanças viárias no local ela teve um trecho suprimido. Obrigado!

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  2. É impressionante o seu trabalho sobre Belo Horizonte, entretanto o seu egoísmo de não compartilhar o escrito para trabalhos escolares, fez com que meu conceito da página iguala-se a nada.

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  3. Bem anônimo se você fosse mais inteligente veria que existe compartilhamento da página e se você não fosse tão preguiçoso copiaria o trecho que te interessa e não pensava em fazer ctrl+c e ctrl+v achando que está enganando o professor. Mas pelo que parece você deve ser pai ou mãe de aluno(a), dá para ver o belo exemplo que está dando para o seu rebento, hipocrisia pura. Dá próxima vez tenha mais coragem e dê as caras por aqui.

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  4. Este belo imóvel residencial de dois pavimentos, retratado nas fotos 4 e 5, foi desapropriado em 1940 na administração do prefeito Juscelino Kubitschek, para a execução do prolongamento da Av. Paraná até a av. Amazonas, que à época terminava na rua Tupis, região central de BH. Este imóvel se situava em lote triangular na esquina das ruas Tupis e Pe. Belchior.

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  5. Adoro ler seus artigos Alessandro! Parabéns! Gostaria de pedir um favor se possível, vc não conseguiria fotos da escola Particular Mannesmann Mineração? Estudei lá década de 80, e acredite não tenho uma foto rsrsrs. Gostaria muito de poder revê-la, já busquei web e não encontrei nada.Abraços e continue com seu trabalho maravilhoso, que tem dado oportunidade de ouro de conhecermos a história da nossa linda BH!!

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